Vamos falar de partilhas…

Novembro 26, 2018

«Não há nada mais inteligente no ser humano que o exercício da partilha

Wilton Júnior

 

O que pensam quando ouvem falar em “partilhas”? O que sentem sobre “partilhar”?

A palavra “partilhar” pode assumir imensos significados: pôr em comum, repartir, dar, comunicar, doar,… Mas revela sempre um ato de sensibilidade, de atenção.

Partilhar em família, partilhar com amigos, partilhar no trabalho, partilhar nas redes sociais, partilhar no prédio, partilhar na rua, partilhar com um desconhecido. Trata-se de um desafio de comunicação. Trata-se de uma responsabilidade. Trata-se de fazer bem.

 

  1. Partilhar nas redes sociais

Não há rede social que não nos permita “partilhar”, é como se esse botão fosse uma exigência do utilizador ou faça parte da fórmula para o sucesso.

Olhemos o caso do Facebook. O botão diz “partilhar”, aí a pessoa partilha e escreve “roubei”. Vemos uma imagem engraçada ou lemos uma frase com que nos identificamos e anunciamos “vou roubar”.

Será a palavra “partilhar” uma palavra difícil? Porque não associamos a partilha de um post àquilo que é na verdade: uma partilha? Algo bom e com poder.

 

  1. Partilhar conhecimento

Já todos ouvimos a célebre frase “o segredo é a alma do negócio”. Tenho de discordar, a partilha é o que faz o negócio crescer.

É a velha história das laranjas. Se trocarem com alguém uma laranja por uma laranja, cada um fica com uma laranja. Mas se trocarem uma ideia por uma ideia, fica cada um com duas ideias. Como bónus, podem acrescentar valor à ideia um do outro!

Imaginem lá uma organização em que apenas uma pessoa detém o conhecimento sobre um assunto ou o modo de funcionamento de algo? Há sempre aquele receio de nos tornarmos substituíveis, que outra pessoa saiba tanto quanto eu. Mas só quem é substituível pode ser promovido. Se eu sou expert nalguma tarefa, porque não ensinar aquilo que sei?

 

  1. Partilhar o que temos

A partilha de bens materiais talvez seja o tipo de partilha mais intuitivo. Podemos partilhar no sentido de utilizarmos algo ao mesmo tempo; podemos partilhar no sentido de emprestarmos algo durante algum tempo; podemos partilhar no sentido de dar, para sempre.

Aqui quero focar no “dar”. Ou “doar”. Roupa, calçado, cobertores, comida, produtos de higiene, ou até um telemóvel (já conheces a nossa iniciativa Ecophone?).

Podem aproveitar para fazer uma seleção à roupa do armário, entregar um cachecol ou um cobertor que não vos faça falta ou contribuir para a recolha que vai acontecer no próximo fim de semana nos supermercados. Contudo, ver este tipo de “partilha” como a simples ação de dar esmola é extremamente redutor, isso é importante sim, mas pode ser mais do que isso. Desde que queiramos.

 

  1. Partilhar tempo

Das coisas mais bonitas que se pode partilhar é o tempo. Qual preciosidade! Partilhar tempo com a família, com amigos, com alguém que está doente, com alguém que está triste, com alguém que está muito feliz,… Mesmo que já tenhamos ouvido aquela história dezenas de vezes, mesmo que não tenhamos resposta ou solução: partilhar o tempo, nunca é perder tempo.

Já tenho falado de voluntariado algumas vez, e voltarei a falar. É outra boa forma de partilhar o tempo.

Dada a época que se aproxima, podem até arriscar num voluntariado que vos faça sair do conforto dos vossos hábitos, do quente da vossa casa.

 

  1. Partilhar vida

A ideia é simples. Se estão saudáveis, doem o vosso sangue!

São 450 mililitros de sangue, menos de 10% dos 5/6 litros que circulam no nosso corpo. No máximo, serão apenas 3 (mulheres) ou 4 (homens) vezes por ano. Não precisam de marcar, é só aparecer. Para nós que damos, é uma questão de, mais ou menos, 30 minutos. Para quem receberá o nosso sangue, poderá ser uma questão de, nada mais nada menos que, uma vida inteira.

Doar sangue é salvar vidas. É partilhar algo que eu preciso para viver, para que outro também viva. Dar vida, portanto.

 

Think social, change the rules!

Rafaela de Melo

Fotografia: André Gomes

Sobre Mim

Olá! Chamo-me Rafaela, tenho 22 anos, sou licenciada em Serviço Social e estou a fazer um mestrado em Economia Social.

O que mais gosto é de comunicar e aprender, o que me leva a envolver-me em projetos das mais diversas áreas: por isso estou na Forall Phones!

Sou community shaper desde maio de 2018 e em junho integrei a Blog Team, ficando responsável pela temática Forall Social.

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