Será a Responsabilidade Social o isco para agarrar os millennials?

Setembro 24, 2018

Diria que sim! Atualmente: cada vez mais. Futuramente: (espero que) certamente sim.

 

Somos uma geração de desapegados, mas que se pode apegar a ideias. Podemos mudar de vontades de um dia para o outro, mas somos fiéis aos “nossos” valores.

Para as empresas somos O desafio. Não é difícil conseguir que olhemos para os seus negócios, a dificuldade está em reter-nos. Os nossos requisitos são diferentes das gerações anteriores… Somos exigentes e influenciadores naturais, por isso as empresas perseguem a nossa lealdade.

Acredito, portanto, que se pedirmos uma cultura empresarial ética, consistente e direcionada para o humanismo, ela ser-nos-á dada.

 

São já vários os estudos que comprovam aquilo que se suspeitava: para a geração millennial, quando tem de escolher, a regra é o propósito e o impacto socioambiental em primeiro lugar!

Esta mesma geração considera que as empresas ainda estão mais focadas na própria agenda do que em ajudar a transformar o mundo. Esta mesma geração também acredita que as empresas se devem focar mais nas pessoas e não apenas nos seus produtos – estão a olhar demasiado para dentro e pouco para fora.

 

Há certas mudanças que já se verificam, principalmente ao nível da gestão e da redução de desperdícios. As empresas adotam hábitos de reciclagem, combatem o excesso de impressão em papel e apelam à não-utilização de copos de plástico descartáveis em máquinas de café ou água. Mas é preciso mais do que isto!

Algumas empresas já vão mais longe, com vista à solidariedade social, levam a cabo angariações e iniciativas de voluntariado. Mas ainda é preciso mais do que isto!

É necessário que demonstrem um compromisso com a promoção de mudança na sociedade e não apenas uma visão abrangente de poupanças na eficiência e apoios sociais pontuais.

Em comparação com outras gerações, a geração millennial está preocupada com um maior número de questões sociais, incluindo o meio ambiente, mas também os direitos humanos, a fome e a pobreza, a educação e o desenvolvimento económico. Como esta minha geração cresceu na era da globalização, nós encaramos as organizações como potentes catalisadores de mudança e as nossas expectativas são de que as empresas consigam encontrar soluções para estes problemas e não piorá-los.

 

Assim, é mais provável que um millennial se fidelize a uma marca, produto ou serviço se for evidente a missão da organização em tornar o mundo um lugar melhor. Se for evidente esse compromisso. Se for evidente a prossecução de valores sociais e éticos. Se forem evidentes as práticas!

Nós, millennials, queremos ver o que a tua empresa faz para melhorar as condições de vida das populações e para deixar um impacto verdadeiramente positivo nas gerações. PARA QUE NOS POSSAMOS ALIAR A ISSO! Não apenas o que a tua empresa faz com o seu produto ou serviço. Não apenas relativamente aos problemas sociais onde a tua marca pode chegar. Mas em qualquer problema social, mesmo os estejam fora dos suprimentos da tua empresa.

Nós, millennials, esperamos que todas as empresas, num futuro muito próximo, consigam pensar para além do lucro e assumam um compromisso contínuo com a sociedade.

 

As empresas que demonstrem compromisso a longo prazo, implementando plataformas para gerirem as suas políticas de responsabilidade social, superarão as outras em todas as frentes: aquisição de talentos, produtividade e adesão.

Os valores sociais são cada vez mais importantes na seleção da empresa ou do produto. Existe só uma questão que fica por esclarecer. A linha é ténue e é nela que muitas empresas se conseguem esconder. Onde é que os apoios sociais passam a medidas de responsabilidade social?

 

Think social, change the rules!

Rafaela de Melo

Fontes: DeloitteExpresso EmpregoHR PortugalInfoRHObservador

Sobre Mim

Olá! Chamo-me Rafaela, tenho 22 anos, sou licenciada em Serviço Social e estou a fazer um mestrado em Economia Social.

O que mais gosto é de comunicar e aprender, o que me leva a envolver-me em projetos das mais diversas áreas: por isso estou na Forall Phones!

Sou community shaper desde maio de 2018 e em junho integrei a Blog Team, ficando responsável pela temática Forall Social.

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